Convicção é uma coisa, teimosia é outra!!!!

Alô, Fiel Torcida!!!!

Os resultados são muito melhores que as atuações da equipe. Lidera o seu grupo no paulistão, está vivo na sul-americana, está na terceira fase da Copa do Brasil e já venceu dois clássicos, mas mesmo assim falta algo, e não falo de futebol vistoso. Esses “resultados” não podem mascarar atuações seguidamente abaixo da média. É verdade que uma equipe está se remontando, jogadores se conhecendo, se adaptando ao esquema. O Corinthians tem um jeito de jogar desde 2008 e a torcida abraçou a causa, mas nesses últimos tempos está muito abaixo, principalmente atuando em casa. A grande dificuldade continua ser a questão de propor o jogo contra equipes menores.

Acredito que o professor Fabio Carille esteja achando a equipe ideal, mas convicção e diferente de teimosia, birra ou algo do gênero. Tem jogadores que não estão bem e outros que merecem uma sequência. Até quando vale a “insistência”?

Uma “queda de braço” nesse momento é desnecessário, o momento é de agregar tudo e todos!!! A questão insistente da bola áerea, que ainda não foi resolvida e preocupa o torcedor. Não adianta ficar bravo com a imprensa, pois nosso papel é questionar e enquanto tiver dessa forma, vamos fazer o nosso papel.

Tá dito!!

 

DOIS TOQUES – MARCELO BRAGA

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

O convidado desta edição é o repórter Marcelo Braga, setorista do Corinthians há 9 anos, pelo site globoesporte.com, sabe tudo e mais um pouco do dia a dia do time do povo!!!! Seja bem-vindo!!!

 

DT – Marcelo, você acredita que após as duas vitórias (São Paulo e Avenida), o técnico Fábio Carille tenha achado o time e o sistema de jogo para a sequência da temporada ou ainda falta alguma coisa?

Marcelo Braga: “O Corinthians ainda não está pronto, mas Carille parece satisfeito com o seu 4-1-4-1, embora ele goste de chamar de 4-3-3. Ainda faltam algumas definições.

 

Além do sistema defensivo falho, que vem sendo vazado com uma frequência incomum para os padrões Carille, a formação do meio para frente ainda não está definida.

 

Me parece claro que Ralf, Júnior Urso e Sornoza devem formar a primeira linha, com os dois últimos tendo boa liberdade para sair com a bola.

 

À frente deles, enquanto Jadson é desfalque, grande incerteza. Love fez a função em parte do jogo contra o Avenida, mas foi Pedrinho quem rendeu melhor neste setor. O elenco tem ainda Mateus Vital e até Araos, mas ambos sem espaço.

 

Pelos lados, Carille quer rapidez e velocidade. Clayson ainda não deu a resposta esperada, enquanto Pedrinho, como disse acima, rende melhor por dentro. A situação pode abrir caminho para Sergio Díaz.

 

No comando do ataque, Gustagol é o dono do time. Aí, não há nenhuma dúvida.

 

O fato é que indefinições na escalação podem custar resultados, e derrotas podem atrapalhar convicções, deixando o esquema em xeque. Mesmo assim, me parece que Carille vai insistir no sistema pelo menos até as decisões do Paulista”.

 

DT – Você acompanha o técnico Fábio Carille desde quando era auxiliar, interino e viu ele assumir a equipe em 2017. Há diferenças daquele Carille para o atual?

 

Marcelo Braga: “Carille mudou muito de 2017 para cá. Todos mudamos, espero. Vivemos em constante evolução.

 

Em relação ao Carille que assumiu o Timão em dezembro de 2016 para o Carille de hoje, nem parecem a mesma pessoa. Era um profissional tímido e que não conseguia expor suas ideias. Hoje, é um profissional confiante, maduro e que sabe exatamente o que quer fazer e onde quer chegar.

 

Taticamente, mantem-se como um técnico que define sua ideia de jogo, agarra-se em suas convicções e vai até o fim com elas. Politicamente, hoje parece ter mais força nos bastidores, tanto que participou bem ativamente das contratações nesta temporada. Parece viver em boa harmonia com o presidente Andrés Sanchez.

 

Com três títulos na primeira passagem, tem apoio irrestrito da torcida, o que facilita as tomadas de decisões – mesmo as mais questionadas, como as manutenções de Henrique e Danilo Avelar. Por ter ainda pouca experiência com momentos de crise, ainda tem dificuldades de encarar cobrança e adversidade, irritando-se com a imprensa com certa facilidade.

 

De toda forma, sabe que voltou ao Corinthians desafiado a fazer igual ou melhor. Mas tem encarado a pressão com grande profissionalismo. Aliás, profissionalismo é característica que sempre acompanhou Carille e que define bem sua postura”.

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