Que volte a democratização da Champions!!

Estrela Vermelha 91: A época em que a UCL era democrática. Foto: UOL
Estrela Vermelha 91: A época em que a UCL era democrática.
Foto: UOL

Bem nessa semana vou tocar num assunto que pode dar alguma polêmica ou muita! Geralmente no Brasil as pessoas não procuram pesquisar, estudar os assuntos. Já adianto que nesse tema o leitor precisará se aprofundar nas “escrituras” e não ser cego.

Vamos assuntar sobre a Champions League, ou como na minha época era denominada; Copa de Clubes Campeões da Europa. Neste último final de semana tivemos mais um título do Real Madrid, o 12º na história. Justo? Sim, muito justo afinal goleou o oponente por 4×1, não tem o que reclamar. Porém tecnicamente é um torneio que se resume em três equipes Real Madrid, Barcelona e Bayern. Dependendo do ano tem um inglês, um outro alemão, italiano, enfim sempre tem um com cara de zebra. Desde 2010 essa tríade de clubes participam das semifinais e finais. Lógico, é um sinal de competência deles, mas também um sinal claro da distância financeira entre os clubes.
A “espanholização” chegou ao grande torneio de clubes do mundo queiram ou não. Isso é fato, os números estão aí. Não vejo com bons olhos, pois a disputa fica desigual e mexe com o principal ingrediente do futebol, o imponderável. A cada ano vai se tornando mais previsível, e a taça fica só em três cidades Madrid, Barcelona e Munique.
Hoje existem 3 mini-seleções contra inúmeros clubes, o dinheiro segregou clubes gigantes da Europa como: Milan, Porto, Benfica, Liverpool, Manchester United, Ajax, PSV… muitos desses clubes enxergam na Liga Europa ( antiga Copa da UEFA) a oportunidade de vencerem algo fora do seu país sem esbarrar com a tríade, pois a chance de êxito é mínima.
Quando eu vejo a empolgação dessa “new generation” de fãs, fico me perguntando será que eles gostariam de ver o Estrela Vermelha, Olympique, Porto, Ajax, Steaua Bucareste, Hamburgo e outros menos badalados como campeões da Europa? Pois essas equipes levantaram a “orelhuda”, num período onde praticamente o poderio financeiro não era tão desigual como é atualmente. Muitas dessas equipes formaram base de suas seleções e revelaram muitos jogadores como o Estrela Vermelha, em 1991 e o Ajax de 1995. Hoje com essas mini-seleções dificilmente vai se revelar um atleta ou vários e o reflexo se dá no processo de renovação das seleções.

Estrela Vermelha campeão de 1991 Foto: UOL
Estrela Vermelha campeão de 1991
Foto: UOL

Infelizmente a Champions não me encanta mais! Talvez volte a me cativar, quando houver uma revolução financeira e que todos os clubes possam ter o mesmo poder de investimento, pois enquanto o “poder” estiver só com a tríade, sem chance! Inclusive não é legal para o crescimento do futebol do velho mundo.

Que volte a democracia da bola nos gramados da Europa.
Tá dito!

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