Os dois pesos e duas medidas da imprensa esportiva

Foto: divulgação
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Após algumas semanas estamos de volta ao querido blog. No início é assim mesmo, alguns ajustes para colocar o que temos de melhor nas redes.
Digo aos amigos que não há momento melhor para voltar a escrever do que esse. Um momento em que os “dois pesos e duas medidas” estão bem evidentes. Falo isso pois, tenho acompanhado uma certa flexibilidade nas análises dos “colegas”, percebo que há uma veemência; sede de justiça em alguns casos e em outros, mesmo sendo mais graves, noto uma parcimônia exagerada.
Hoje temos um novo “Fla x Flu” instalado no dia a dia do brasileiro, mais precisamente no jornalismo esportivo, que é o tal do clubismo. Tenho acompanhado comentários, “análises”, teorias, “debates” carregados de ódio, falta de embasamento, achismos… uma série de trapalhadas. Se você vai a favor de uma opinião, é xingado;  se vai contra, é chamado por outros impropérios.
Quer dizer que o jornalista esportivo não pode ter time para torcer? Lógico que pode! O que não pode é distorcer, omitir e fingir. Agora não é porque alguns “colegas” omitem os times para o qual simpatizam que significa conduta ilibada, CREDIBILIDADE. Eu, particularmente prefiro (SEMPRE FOI ASSIM) jornalista que seja sincero e sem “maquiagem”.

Foto: divulgação
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Outra questão que realmente preciso saber, é porque alguns fatos ganham mais vulto do que outros? Será que uma mão na bola é mais grave que uma cusparada no rosto do companheiro de profissão, ou um gesto extremamente infeliz é pior do que objetos atirados contra uma delegação? Porque essas coisas ganham vulto???

Em um programa desses da hora do almoço, até de ladrão um atleta foi chamado. Isso é jornalismo? Isso é a tal imparcialidade??? Creio que não! Igualmente pior são as teorias da conspiração que se alastram igual fogo em mato seco, e, ninguém se responsabiliza, simplesmente falam e viram as costas.

Vivemos um período extremista e intolerante, nós, da imprensa, temos a obrigação de sermos claros para nossos ouvintes, leitores, internautas e etc. Não podemos e nem temos o direito de querer noticiar fatos seletivamente. Precisamos fazer um exercício de “mea culpa” pois muita coisa vai para o bem e para o mal com nossa chancela. Um grande exemplo: a atitude do Jornal Extra, do Rio, no episódio com o goleiro Alex Muralha, do Flamengo, não temos esse direito de apontar dedo, julgar e sentenciar alguém. E no jornalismo esportivo atual é o que mais acontece. Deveríamos nos ater ao fato, esmiúça-lo , e não fomentar o achincalhamento de pessoas. Jamais fazer análises e pautas seletivas.
Tá dito!

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