Só o suor não basta…

Foto: Bruno Teixeira
Foto: Bruno Teixeira

Alô rapaziada… to de volta com o nosso “Dois toques com Tobias”.
Chego neste momento para falar sobre a queda corinthiana no segundo turno deste brasileirão; mas também para mostrar que não há nada perdido. A queda de rendimento é algo que chega a assustar o fiel torcedor e, animar a rapaziada da rua Palestra Itália, mas não há nada decidido. Até lá temos oito rodadas para acompanharmos. O que de fato assusta o corinthiano é o desempenho que é nulo neste momento, tá certo que contra o Botafogo na última segunda, o time mosqueteiro teve alguns lampejos do Corinthians do primeiro turno, mas no geral, sucumbiu mais uma vez. Eu disse lampejos, pois a equipe do técnico Fábio Carille voltou a fazer triangulações, jogar com a bola no chão, sem precipitação e acionar o lado esquerdo com o lateral Guilherme Arana. Até o momento do empate, o Timão deu mostras que aquele futebol do primeiro turno não morreu. Basta voltar a aplicá-lo! Na questão defensiva foi muito complicado pois alguns atletas estão com um desgaste físico flagrante, como o volante Maycon. E assim aquela recomposição rápida de outrora, sofre deficiências, isso sem citar a famigerada bola aérea que vem atrapalhando a consistência da defesa, já que no primeiro turno era praticamente intransponível. Unindo a tudo isso, a confiança da equipe está abalada, isso é fato, ainda mais com a diminuição da diferença que ficava entre 12 e 9 pontos, e hoje está em 6, com um desempenho muito abaixo.
A primeira coisa é manter a calma, voltar a ser um time organizado em campo. Por exemplo: No primeiro turno a média de cruzamentos do Corinthians eram de 15 por jogo. Após o decréscimo técnico, já nas primeiras rodadas do segundo turno a média de cruzamentos pulou para 40, 50 cruzamentos(por jogo), isso mostra a ansiedade e falta de paciência que sobravam no primeiro turno. Um outro exemplo: as lideranças técnicas estão muito abaixo;  Jadson, Rodriguinho, Maycon, Fagner, Arana não se encontraram neste segundo turno, mesmo assim a diferença permanece, obriga seus perseguidores a não errarem, a estarem sempre com pé no acelerador. A desvantagem corinthiana é que não tem mais “parada no box”(nem sei se é bom isso), vai ter que melhorar o rendimento nesses 8 jogos que faltam. Em 2017 o Corinthians se destacou pela aplicação tática, organização e paciência. Agora nessa reta final um outro ingrediente precisa entrar em ação: A RAÇA! Não que ela esteja faltando, mas historicamente ela foi o combustível corinthiano nas suas grandes conquistas. Faltam oito, só oito (ou até menos) e esse algo mais precisa aparecer. A história do Corinthians diz: “Quando não for na técnica, vai na raça, vai no suor…”. Então como diz a fiel torcida: “Vai Corinthians”, pois ela estará sempre junto e carregando todos vocês.

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